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Vacinas para crianças de 1 a 2 anos: quais são necessárias?

Vacinas para crianças de 1 a 2 anos: quais são necessárias?

Vacinas para crianças de 1 a 2 anos: veja quais doses e reforços estão previstos, como atualizar atrasos e por que revisar a caderneta vacinal.

Vacinas para crianças de 1 a 2 anos: quais são necessárias?

As vacinas para crianças de 1 a 2 anos incluem doses importantes e reforços de imunizantes que começaram a ser aplicados nos primeiros meses de vida. Nessa fase, a criança amplia o contato com outras pessoas e ambientes, enquanto o sistema imunológico continua em desenvolvimento. Por isso, manter a caderneta atualizada é uma forma essencial de reduzir o risco de doenças e complicações que podem ser prevenidas.

No entanto, é comum que as famílias tenham dúvidas sobre quais vacinas devem ser administradas aos 12 meses, quais ficam para os 15 meses e o que fazer quando alguma dose está atrasada. Além disso, o calendário pode passar por atualizações, e as recomendações podem variar conforme o histórico vacinal, as condições de saúde e os imunizantes utilizados anteriormente.

Por esse motivo, a caderneta deve ser analisada individualmente. Mais do que observar apenas a idade da criança, é necessário verificar todas as doses registradas, os intervalos entre elas e possíveis situações especiais.

Quais são as vacinas para crianças de 1 a 2 anos?

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação, entre o primeiro e o segundo ano de vida há doses de rotina e reforços contra diferentes doenças. Entre elas estão vacinas que ajudam a proteger contra sarampo, caxumba, rubéola, meningites, pneumonia, coqueluche, poliomielite, hepatite A e varicela.

Aos 12 meses, geralmente estão previstas:

  • Tríplice viral: primeira dose contra sarampo, caxumba e rubéola;

  • Pneumocócica conjugada: dose de reforço;

  • Meningocócica ACWY: dose de reforço do esquema iniciado no primeiro ano de vida.

Desde julho de 2025, o Programa Nacional de Imunizações passou a utilizar a vacina meningocócica ACWY no reforço dos 12 meses, em substituição à meningocócica C nessa etapa. A mudança ampliou a proteção contra diferentes sorogrupos da bactéria que pode causar doença meningocócica.

Aos 15 meses, costumam estar previstas:

  • DTP: primeiro reforço contra difteria, tétano e coqueluche;

  • Vacina inativada contra poliomielite: primeiro reforço;

  • Hepatite A: dose indicada para a faixa etária;

  • Segunda dose da tríplice viral;

  • Varicela: dose prevista no calendário infantil.

A forma como a tríplice viral e a vacina contra varicela serão administradas pode depender da disponibilidade dos imunizantes e do histórico da criança. Em alguns casos, elas podem ser aplicadas separadamente ou em uma vacina combinada.

O calendário de 2026 também passou a prever um segundo reforço da vacina inativada contra a poliomielite aos quatro anos. Embora essa dose não esteja dentro da faixa entre 1 e 2 anos, a atualização reforça a importância de continuar acompanhando a vacinação após os primeiros meses de vida.

Por que há tantos reforços depois de 1 ano?

Algumas vacinas precisam de mais de uma dose para que a proteção seja construída adequadamente. As doses aplicadas no primeiro ano apresentam determinados componentes ao sistema imunológico, enquanto os reforços ajudam a prolongar e consolidar a resposta de defesa.

Isso não significa que as doses anteriores tenham “perdido o efeito”. Na prática, cada etapa do esquema possui uma função e precisa respeitar os intervalos recomendados.

Entre 1 e 2 anos, os reforços são especialmente relevantes porque a criança costuma passar por mudanças importantes na rotina. Ela pode começar a frequentar creche, escola, espaços recreativos e ambientes com maior circulação de pessoas.

Nesse contexto, vale compreender por que o calendário de vacinas na infância é tão importante e como cada dose contribui para a proteção individual e coletiva.

A criança precisa tomar vacina contra gripe e Covid-19?

Além das vacinas previstas em idades específicas, há imunizações que precisam ser avaliadas de acordo com a temporada, o esquema já iniciado e as recomendações em vigor.

A vacina contra a gripe faz parte da rotina infantil a partir dos seis meses. Crianças que nunca receberam o imunizante geralmente precisam de duas doses na primeira vacinação, respeitando o intervalo recomendado. Depois, a vacinação deve ser atualizada anualmente, porque as cepas circulantes podem mudar de uma temporada para outra.

A vacinação contra a Covid-19 também deve ser conferida na caderneta. O número de doses e os intervalos podem variar conforme o imunizante disponível, a idade, o histórico vacinal e a presença de condições clínicas específicas.

Por isso, não é indicado comparar apenas a caderneta da criança com a de irmãos, colegas ou outras crianças da mesma idade. Mesmo quando elas nasceram em períodos próximos, podem ter iniciado esquemas diferentes.

O que fazer quando uma vacina está atrasada?

Quando há uma dose atrasada, a orientação geral não é reiniciar todo o esquema. Na maioria dos casos, a vacinação pode continuar a partir do ponto em que foi interrompida, respeitando os intervalos e as regras de cada imunizante.

O primeiro passo é levar a caderneta de vacinação a uma unidade de saúde ou apresentá-la durante a consulta pediátrica. A equipe poderá verificar:

  • Quais vacinas já foram administradas;

  • Se os intervalos entre as doses foram adequados;

  • Quais doses ainda estão pendentes;

  • Se existe limite de idade para algum imunizante;

  • Se a criança possui alguma condição que exige recomendação específica;

  • Se há necessidade de um esquema de atualização.

Algumas vacinas possuem limites de idade ou orientações próprias. Por esse motivo, não é recomendado escolher doses ou intervalos apenas com base em informações gerais encontradas na internet.

A revisão da caderneta também pode fazer parte do acompanhamento de rotina na primeira infância, junto à avaliação do crescimento, da alimentação, do sono, da comunicação e do desenvolvimento motor.

É possível tomar mais de uma vacina no mesmo dia?

Em muitos casos, diferentes vacinas podem ser aplicadas na mesma visita, em locais distintos do corpo. Essa prática é prevista nos calendários de vacinação e pode ajudar a manter o esquema atualizado, evitando oportunidades perdidas.

Ainda assim, a indicação depende das vacinas envolvidas, da idade, do histórico da criança e de possíveis condições clínicas. A equipe de vacinação deve conferir essas informações antes da aplicação.

Depois da vacina, podem ocorrer reações como:

  • Dor ou sensibilidade no local da aplicação;

  • Vermelhidão ou pequeno inchaço;

  • Irritabilidade;

  • Sonolência;

  • Redução temporária do apetite;

  • Febre baixa.

Esses sintomas costumam ser leves e passageiros. No entanto, febre persistente, dificuldade para respirar, prostração importante, convulsão, alteração de consciência ou piora do estado geral merecem avaliação.

Quando a criança apresenta febre, tosse ou outros sintomas, também é importante considerar que o quadro pode não estar relacionado à vacina. O conteúdo sobre febre, tosse e nariz entupido em bebês e crianças ajuda a compreender quais manifestações precisam ser observadas com mais atenção.

Quando a vacinação precisa de avaliação individualizada?

A maior parte das crianças pode seguir o calendário de rotina. No entanto, algumas situações exigem uma análise mais cuidadosa antes da vacinação, principalmente quando há:

  • Histórico de reação importante após uma dose anterior;

  • Alergia grave conhecida a algum componente;

  • Uso de medicamentos que alteram a resposta imunológica;

  • Imunodeficiência ou doença crônica;

  • Transplante ou tratamento oncológico;

  • Febre alta ou doença aguda relevante no dia da aplicação;

  • Dúvidas sobre doses aplicadas sem registro adequado.

Ter um resfriado leve nem sempre impede a vacinação, mas a decisão deve ser tomada após a avaliação do estado clínico. Além disso, crianças com condições especiais podem precisar de imunizantes ou esquemas disponíveis nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Durante o acompanhamento do desenvolvimento infantil, a pediatra também pode revisar a caderneta e relacionar a vacinação às necessidades de cada fase da criança.

Por que revisar a caderneta mesmo quando parece estar completa?

Nem sempre uma caderneta com vários registros está realmente atualizada. Pode haver reforços pendentes, doses aplicadas antes do intervalo mínimo, campanhas recentes ou mudanças nas recomendações.

Além disso, registros ilegíveis, cartões perdidos e mudanças de cidade ou serviço de vacinação podem dificultar a conferência. Por isso, a revisão profissional é útil mesmo quando a família acredita que todas as vacinas foram administradas.

A vacinação é apenas uma parte do cuidado nos primeiros anos. O artigo sobre o que os pais precisam saber a respeito dos dois primeiros anos de vida apresenta outros aspectos importantes dessa fase, como crescimento, vínculo, alimentação e desenvolvimento.

Perguntas frequentes

1. Quais vacinas são dadas aos 12 meses?

Em geral, o calendário prevê a primeira dose da tríplice viral e reforços das vacinas pneumocócica conjugada e meningocócica ACWY. No entanto, a caderneta precisa ser conferida para verificar se o esquema anterior foi concluído.

2. Quais vacinas a criança toma aos 15 meses?

Normalmente, são previstos o primeiro reforço da DTP e da vacina contra poliomielite, além da vacina contra hepatite A, da segunda dose da tríplice viral e da vacina contra varicela. A composição da aplicação pode variar conforme o imunizante disponível.

3. Vacina atrasada precisa começar tudo novamente?

Na maioria das situações, não. O esquema costuma ser continuado a partir das doses já recebidas, respeitando os intervalos adequados. A decisão depende da vacina, da idade e dos registros existentes.

4. A criança pode tomar várias vacinas no mesmo dia?

Muitas vacinas podem ser administradas na mesma visita, desde que sejam aplicadas conforme as orientações técnicas. A equipe deve avaliar o histórico vacinal e possíveis condições clínicas antes da aplicação.

5. É necessário levar a caderneta à consulta pediátrica?

Sim. A caderneta ajuda a pediatra a identificar atrasos, reforços pendentes e necessidades específicas. Ela deve acompanhar a criança tanto nas consultas de rotina quanto nas visitas à unidade de vacinação.

Mantenha a caderneta vacinal em dia

Entre 1 e 2 anos, a criança recebe doses e reforços fundamentais para ampliar sua proteção. No entanto, a lista exata depende do que já foi aplicado, dos intervalos registrados e das recomendações vigentes.

Se houver dúvidas, doses atrasadas ou dificuldade para interpretar os registros, é possível marcar uma consulta com a Dra. Mariana. Durante o acompanhamento, a caderneta pode ser revisada em conjunto com o crescimento, o desenvolvimento e as necessidades atuais da criança, ajudando a família a organizar os próximos cuidados com mais segurança.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual em consulta médica.

Conteúdo revisado por Dra. Mariana Campos

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