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Vacina da gripe para criança precisa ser tomada todo ano?

Vacina da gripe para criança precisa ser tomada todo ano?

Vacina da gripe para criança deve ser atualizada anualmente. Entenda por que a proteção muda e quantas doses podem ser necessárias.

Vacina da gripe para criança precisa ser tomada todo ano?

A vacina da gripe para criança precisa ser atualizada todos os anos porque os vírus influenza passam por mudanças frequentes. Além disso, a composição do imunizante é revisada para ampliar a correspondência com os vírus que apresentam maior probabilidade de circular em cada temporada.

Isso significa que a dose recebida no ano anterior não substitui a vacinação recomendada para o ano atual. Mesmo uma criança saudável pode desenvolver gripe e apresentar complicações, especialmente nos primeiros anos de vida.

No entanto, o número de doses necessárias pode variar. Crianças que estão recebendo a vacina contra a gripe pela primeira vez podem precisar de um esquema diferente daquelas que já foram vacinadas em anos anteriores.

Por que a vacina da gripe para criança é anual?

O vírus influenza possui diferentes tipos, subtipos e linhagens. Com o tempo, ele sofre alterações, o que exige acompanhamento epidemiológico e atualizações na composição das vacinas.

O Ministério da Saúde explica que a mudança constante dos vírus influenza torna necessária a vacinação anual. A estratégia busca reduzir casos graves, internações e mortes entre os grupos contemplados.

Além disso, a proteção produzida pelo organismo pode diminuir com o passar dos meses. Por esse motivo, a vacinação anual ajuda a preparar a resposta imunológica antes do período de maior circulação do vírus.

Na prática, tomar a vacina todos os anos não representa uma repetição desnecessária. Trata-se da atualização de uma proteção que precisa acompanhar as mudanças do vírus e a duração da resposta imunológica.

Qual criança deve tomar a vacina contra a gripe?

No Calendário Nacional de Vacinação de 2026, a vacina influenza integra a rotina de crianças a partir dos 6 meses e menores de 6 anos, ou seja, até 5 anos, 11 meses e 29 dias.

Crianças mais velhas também podem ter indicação de vacinação em situações específicas, principalmente quando pertencem a grupos prioritários ou apresentam condições clínicas que aumentam o risco de complicações.

Entre essas condições podem estar:

  • Doenças respiratórias crônicas;

  • Cardiopatias;

  • Diabetes;

  • Doenças neurológicas;

  • Imunossupressão;

  • Doenças renais ou hepáticas;

  • Outras condições definidas pelas recomendações de saúde.

A indicação precisa considerar a idade, o estado clínico e as orientações vigentes. Por isso, famílias de crianças acima da faixa etária de rotina devem conversar com a pediatra ou consultar a unidade de vacinação.

A revisão pode ser feita junto às demais vacinas recomendadas na infância, evitando que doses importantes sejam esquecidas.

Quantas doses a criança precisa tomar?

A quantidade de doses depende do histórico de vacinação contra a influenza.

Em geral, crianças que recebem a vacina contra a gripe pela primeira vez podem precisar de duas doses, administradas com o intervalo recomendado. Já aquelas que completaram adequadamente o esquema inicial costumam receber uma dose anual nas temporadas seguintes.

Por isso, a família deve levar a caderneta ao serviço de vacinação. Sem o registro, pode ser mais difícil confirmar se a criança já recebeu doses anteriores e se completou o primeiro esquema.

É importante não confundir a vacinação anual com a segunda dose do esquema inicial:

  • Primeiro esquema: pode exigir duas doses para crianças sem vacinação anterior;

  • Anos seguintes: normalmente é administrada uma nova dose anual;

  • Situações especiais: podem exigir avaliação individualizada.

A equipe de vacinação é responsável por conferir o histórico e orientar o esquema aplicável à criança.

A vacina da gripe causa gripe?

Não. As vacinas contra a influenza utilizadas na rotina são produzidas de forma que não causam a doença.

Depois da aplicação, algumas crianças podem apresentar dor no braço, mal-estar, febre baixa, cansaço ou irritabilidade. Essas manifestações decorrem da resposta do organismo ao imunizante e não significam que a criança “pegou gripe pela vacina”.

Também é possível que uma infecção respiratória comece pouco antes ou logo depois da vacinação. Nesse caso, os sintomas podem surgir no mesmo período e criar a impressão de que foram provocados pelo imunizante.

Além disso, existem diversos vírus capazes de causar tosse, febre, coriza e dor de garganta. A vacina contra influenza não protege contra todos eles.

Quando a criança apresenta sintomas respiratórios, o conteúdo sobre febre, tosse e nariz entupido pode ajudar a família a reconhecer sinais que precisam de avaliação.

A criança ainda pode ter gripe depois da vacina?

Sim. Nenhuma vacina oferece proteção absoluta contra todos os casos. A criança vacinada ainda pode ter contato com o vírus e desenvolver influenza.

No entanto, a vacinação reduz principalmente o risco de formas graves, complicações, internações e mortes. Ela também pode diminuir a intensidade do quadro em parte das pessoas vacinadas.

A proteção não é imediata. O organismo precisa de algum tempo para produzir uma resposta imunológica adequada depois da aplicação. Portanto, a criança pode adoecer quando já estava incubando o vírus ou quando teve contato logo após receber a dose.

Por esse motivo, a prevenção também inclui:

  • Higienizar as mãos com frequência;

  • Evitar contato próximo com pessoas doentes;

  • Ensinar a criança a cobrir tosse e espirro;

  • Manter ambientes ventilados;

  • Não enviar a criança doente à escola;

  • Evitar compartilhar copos e utensílios;

  • Procurar avaliação diante de sinais de alerta.

Quando é melhor tomar a vacina?

O ideal é que a vacinação ocorra antes do período de maior circulação do vírus influenza. No entanto, uma criança que perdeu o início da campanha não deve ser considerada automaticamente sem possibilidade de vacinação.

Enquanto houver recomendação, disponibilidade e indicação para a faixa etária, a família pode procurar a unidade de saúde para atualizar a dose.

O momento exato pode variar conforme a região do Brasil e a estratégia anual definida pelas autoridades de saúde. Por isso, é importante acompanhar as campanhas locais e manter a caderneta disponível.

Em 2026, o Ministério da Saúde reforçou a vacinação de crianças antes do período de maior circulação da influenza nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

Criança resfriada pode tomar a vacina da gripe?

Sintomas leves, como coriza discreta e ausência de comprometimento importante do estado geral, nem sempre impedem a vacinação. No entanto, a decisão deve considerar as condições da criança no dia.

Quando há febre, doença aguda moderada ou grave, piora clínica ou dúvidas sobre o estado de saúde, é recomendado conversar com a equipe de vacinação ou com a pediatra.

Também é importante informar histórico de:

  • Reação importante a uma dose anterior;

  • Alergias graves;

  • Uso de medicamentos imunossupressores;

  • Doença crônica;

  • Internação recente;

  • Tratamento oncológico;

  • Transplante ou imunodeficiência.

Essas situações não representam necessariamente uma proibição, mas podem exigir planejamento e avaliação individualizados.

Quais reações podem acontecer após a vacina?

As reações mais frequentes costumam ser leves e temporárias. A criança pode apresentar:

  • Dor no local da aplicação;

  • Vermelhidão discreta;

  • Pequeno inchaço;

  • Irritabilidade;

  • Cansaço;

  • Febre baixa;

  • Redução passageira do apetite.

A família deve observar a criança e seguir a orientação recebida sobre cuidados e medicamentos. Não é recomendado administrar antitérmico preventivamente sem indicação profissional.

Dificuldade para respirar, inchaço no rosto, alteração de consciência, convulsão ou piora rápida do estado geral exigem atendimento.

Nesses momentos, é útil saber quando procurar o pronto-socorro e quando conversar com a pediatra.

A vacina protege contra resfriado, bronquiolite e outras viroses?

Não. A vacina contra a gripe protege especificamente contra cepas do vírus influenza incluídas em sua composição.

Resfriados comuns podem ser provocados por rinovírus e outros agentes. A bronquiolite, por sua vez, está frequentemente relacionada ao vírus sincicial respiratório, embora outros vírus também possam causar o quadro.

Assim, uma criança vacinada contra influenza ainda pode apresentar:

  • Coriza;

  • Tosse;

  • Dor de garganta;

  • Febre por outras causas;

  • Bronquiolite;

  • Outras infecções respiratórias.

Isso não significa que a vacina não tenha funcionado. Cada imunizante possui alvos específicos.

O acompanhamento pediátrico ajuda a orientar a prevenção de acordo com a idade, a frequência escolar, o histórico clínico e os fatores de risco da criança. Essa avaliação faz parte do cuidado de rotina durante a primeira infância.

Perguntas frequentes

1. A criança precisa tomar vacina da gripe mesmo sendo saudável?

Sim. Crianças saudáveis também podem desenvolver influenza e apresentar complicações. A vacinação faz parte das medidas de prevenção recomendadas para as faixas etárias contempladas no calendário.

2. Quem tomou a vacina no ano passado precisa repetir?

Sim. A vacina deve ser atualizada anualmente porque os vírus influenza mudam e a composição do imunizante é revisada para cada temporada.

3. A primeira vacinação contra gripe tem duas doses?

Pode ter. Crianças que nunca receberam a vacina geralmente precisam de duas doses no esquema inicial. A equipe deve conferir a idade e o histórico registrado na caderneta.

4. A vacina pode ser tomada junto com outros imunizantes?

Em muitas situações, sim. A possibilidade depende das vacinas envolvidas, da idade e das orientações técnicas. A equipe da sala de vacinação fará essa conferência.

5. A vacina contra gripe impede todos os quadros respiratórios?

Não. Ela protege contra influenza, mas não contra todos os vírus causadores de resfriado, tosse, bronquiolite e outras infecções respiratórias.

Inclua a vacina da gripe no planejamento anual da criança

A vacinação contra influenza não deve ser lembrada somente quando aparecem muitos casos de gripe. Conferir a caderneta com antecedência permite identificar se a criança precisa de uma ou duas doses e organizar a proteção antes do período de maior circulação do vírus.

Para revisar o histórico vacinal, esclarecer dúvidas sobre reações anteriores e relacionar a vacinação às condições atuais da criança, é possível conversar com a equipe da Dra. Mariana e programar uma avaliação pediátrica. Assim, a orientação deixa de ser genérica e passa a considerar a idade, a saúde e a rotina familiar.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual em consulta médica.

Conteúdo revisado por Dra. Mariana Campos

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