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Olho lacrimejando em bebê: causas comuns e quando tratar

Olho lacrimejando em bebê: causas comuns e quando tratar

Entenda por que o olho do bebê pode lacrimejar, quais causas são mais comuns e quando é importante procurar a pediatra.

Olho lacrimejando em bebê: causas comuns e quando tratar

Olho lacrimejando em bebê é uma queixa comum nos primeiros meses de vida e costuma gerar preocupação na família. Às vezes, o bebê acorda com um olho mais úmido, com secreção leve ou com os cílios grudados. Em outros casos, o lacrimejamento aparece ao longo do dia, mesmo sem choro.

Uma das causas mais comuns é a obstrução do canal lacrimal, uma condição frequente em bebês pequenos. Isso acontece quando o canal responsável por drenar a lágrima ainda não está completamente aberto, fazendo com que a lágrima se acumule no olho.

Apesar de muitas vezes ser uma condição simples, é importante diferenciar lacrimejamento comum de sinais que podem indicar infecção, irritação ou outro problema ocular. Vermelhidão intensa, inchaço, secreção amarelada ou esverdeada, dor e febre merecem avaliação.

Neste artigo, você vai entender por que o olho do bebê pode lacrimejar, quais sinais observar, quais cuidados podem ajudar e quando procurar a pediatra.

Índice de conteúdo

  • Por que o olho do bebê lacrimeja?
  • Obstrução do canal lacrimal: causa comum nos bebês
  • Como diferenciar lacrimejamento de infecção
  • Cuidados em casa com o olho do bebê
  • Quando procurar a pediatra
  • Perguntas frequentes
  • Conclusão

Por que o olho do bebê lacrimeja?

O lacrimejamento acontece quando há produção aumentada de lágrimas ou quando a drenagem da lágrima não funciona bem. Em bebês pequenos, a causa mais comum é a dificuldade de drenagem pelo canal lacrimal.

Mas existem outras possibilidades, como irritação por vento, poeira, cílio em contato com o olho, resfriados, conjuntivite ou inflamações locais.

Alguns sinais ajudam a entender melhor o quadro:

  • lacrimejamento em um olho só;
  • olho sempre úmido;
  • secreção leve ao acordar;
  • cílios grudados;
  • ausência de vermelhidão importante;
  • bebê sem febre e sem alteração do comportamento.

Quando o bebê está bem, mamando normalmente, sem febre e sem vermelhidão intensa, muitas vezes o quadro é simples. Ainda assim, a avaliação pediátrica ajuda a confirmar a causa e orientar os cuidados.

Obstrução do canal lacrimal: causa comum nos bebês

A obstrução do canal lacrimal acontece quando o canal que drena a lágrima do olho para o nariz ainda está estreito ou fechado. Como a lágrima não escoa adequadamente, ela se acumula no olho.

Essa condição pode causar:

  • lacrimejamento frequente;
  • olho sempre molhado;
  • secreção clara ou esbranquiçada;
  • cílios grudados ao acordar;
  • piora em dias frios ou durante resfriados;
  • irritação leve na pele próxima ao olho.

Na maioria dos casos, a obstrução do canal lacrimal melhora com o crescimento do bebê. A pediatra pode orientar cuidados locais e, quando indicado, massagem específica na região. Essa massagem deve ser ensinada por profissional de saúde, para que seja feita do jeito certo e com segurança.

É importante não pingar colírios ou usar pomadas nos olhos do bebê sem orientação. O tratamento depende da causa, e o uso errado de medicamentos pode irritar o olho ou mascarar sinais importantes.

Como diferenciar lacrimejamento de infecção

Nem todo olho lacrimejando é infecção. Na obstrução do canal lacrimal, o bebê pode ter o olho úmido e alguma secreção leve, mas geralmente não há vermelhidão intensa nem alteração importante do estado geral.

Já em casos de infecção ou inflamação, alguns sinais podem aparecer com mais intensidade.

Procure atenção se houver:

  • vermelhidão importante no olho;
  • secreção amarelada ou esverdeada em grande quantidade;
  • inchaço nas pálpebras;
  • dor ou incômodo intenso;
  • bebê muito irritado;
  • febre;
  • dificuldade para abrir o olho;
  • sensibilidade à luz;
  • piora rápida do quadro.

Conjuntivite, irritações e outras condições oculares precisam de avaliação para definir o cuidado correto. Em bebês muito pequenos, os sintomas devem ser observados com mais cautela, especialmente quando aparecem junto com febre ou alteração do comportamento.

Se o bebê também apresenta febre, tosse, nariz entupido ou sintomas respiratórios, vale entender quando esses sinais merecem atenção no artigo sobre febre, tosse e nariz entupido em bebês e crianças.

Cuidados em casa com o olho do bebê

Alguns cuidados simples podem ajudar quando o bebê apresenta lacrimejamento leve, sem sinais de gravidade. Ainda assim, é importante que a orientação seja individualizada quando o quadro persiste.

Cuidados básicos incluem:

  • lavar bem as mãos antes de tocar no rosto do bebê;
  • limpar a secreção com gaze ou algodão limpo;
  • usar soro fisiológico apenas quando orientado;
  • limpar suavemente, sem esfregar;
  • usar uma gaze diferente para cada olho;
  • evitar colírios sem prescrição;
  • não usar leite materno no olho;
  • observar se há vermelhidão, inchaço ou secreção intensa.

A higiene deve ser delicada. Esfregar pode irritar ainda mais a região. Se houver secreção frequente, a pediatra pode orientar a melhor forma de limpeza e avaliar se há necessidade de outros cuidados.

Também é importante observar o bebê como um todo. Se ele está mamando bem, dormindo dentro do habitual e sem febre, o quadro pode ser menos preocupante. Se há mudança importante no comportamento, a avaliação deve ser mais rápida. O artigo sobre quando levar o recém-nascido ao pediatra pode ajudar a reconhecer sinais de alerta gerais.

Quando procurar a pediatra

Procure a pediatra sempre que houver dúvida, persistência dos sintomas ou sinais de piora. Em bebês pequenos, alterações nos olhos merecem cuidado, porque a avaliação ajuda a diferenciar quadros simples de situações que precisam de tratamento.

A consulta é importante se o bebê apresenta:

  • lacrimejamento persistente;
  • secreção frequente;
  • vermelhidão no olho;
  • pálpebras inchadas;
  • secreção amarela ou verde;
  • febre;
  • irritabilidade importante;
  • dificuldade para abrir o olho;
  • piora progressiva;
  • sintomas em recém-nascido muito pequeno;
  • alteração no comportamento ou nas mamadas.

A pediatra pode avaliar se parece obstrução do canal lacrimal, conjuntivite, irritação ou outra condição. Quando necessário, pode orientar acompanhamento com oftalmologista pediátrico.

O acompanhamento de rotina também permite observar se o bebê está se desenvolvendo bem, incluindo visão, contato visual e resposta ao ambiente. Esse olhar completo faz parte da primeira consulta do bebê e das consultas seguintes.

Perguntas frequentes

1. Olho lacrimejando em bebê é normal?

Pode ser comum, especialmente quando há obstrução do canal lacrimal. Mas se o lacrimejamento persiste, piora ou vem com vermelhidão e secreção intensa, precisa de avaliação.

2. Obstrução do canal lacrimal melhora sozinha?

Em muitos bebês, sim. A tendência é melhorar com o crescimento. A pediatra pode orientar cuidados locais e massagem quando indicado.

3. Posso pingar colírio no bebê?

Não sem orientação. Colírios devem ser usados apenas quando prescritos. O tratamento depende da causa do lacrimejamento.

4. Posso limpar o olho do bebê com leite materno?

Não é recomendado. O ideal é seguir orientação pediátrica e fazer a limpeza com técnica adequada, geralmente com gaze limpa e cuidado suave.

5. Se tiver secreção amarela, é conjuntivite?

Pode ser, mas não é a única possibilidade. Secreção amarelada ou esverdeada, principalmente com vermelhidão e inchaço, merece avaliação.

6. Quando devo me preocupar?

Procure avaliação se houver vermelhidão intensa, inchaço, secreção em grande quantidade, febre, dor, dificuldade para abrir o olho ou piora rápida.

7. Precisa de oftalmologista?

Nem sempre. A pediatra pode fazer a primeira avaliação e orientar os cuidados. Se houver necessidade, ela pode encaminhar para oftalmologista pediátrico.

Conclusão

Olho lacrimejando em bebê é uma queixa comum e, muitas vezes, está relacionada à obstrução do canal lacrimal, especialmente nos primeiros meses de vida. Em muitos casos, o quadro melhora com o crescimento e com cuidados simples orientados pela pediatra.

Ainda assim, é importante observar sinais como vermelhidão, secreção intensa, inchaço, febre, irritabilidade ou piora rápida. Esses sinais podem indicar infecção ou outra condição que precisa de avaliação.

Quando o olho do bebê lacrimeja com frequência ou apresenta secreção, contar com uma avaliação pediátrica ajuda a entender a causa e orientar os cuidados com segurança. A Dra. Mariana pode avaliar o bebê com atenção e indicar os próximos passos de forma individualizada. O agendamento pode ser feito diretamente com a equipe.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual em consulta médica.

Conteúdo revisado por Dra. Mariana Campos
Pediatra | CRM 138.895 / RQE 76318

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